Premium Residence – Referência no Mercado de Construção Civil

By novembro 26, 2014 Notícias

O empreendimento Premium Residence foi citado pela Revista Téchne como referência no mercado de construção civil pelo uso de alvenaria estrutural em suas obras. Essa técnica aumenta a produtividade, agiliza o processo construtivo, além de ser uma inovação, principalmente, para construções no interior de São Paulo.

Segue trecho da matéria publicada usando como referência as obras do Premium Residence:

Soluções de projeto e planejamento ajudam a aumentar produtividade em alvenaria estrutural

Compatibilização de projetos, uso de pré-moldados e adoção planejada de equipamentos de transporte vertical agilizam processo construtivo

A alvenaria estrutural é apontada por construtores como um dos sistemas construtivos mais competitivos para obras residenciais. No entanto, com a adoção de algumas boas práticas de planejamento e construção e a ajuda de tecnologias e sistemas de apoio, é possível tornar o processo construtivo ainda mais rápido e econômico. Várias decisões, como o uso de elementos pré-fabricados, presença de equipamentos de transporte vertical, organização e treinamento de equipes de produção e uso de técnicas e ferramentais específicos podem agilizar a execução de edifícios em alvenaria estrutural.

Para incrementar a produtividade da obra, as soluções de racionalização devem ser pensadas já na concepção do projeto. “É preciso minimizar o uso de blocos especiais no projeto arquitetônico, facilitando a lógica de abastecimento e de assentamento para a mão de obra”, explica Rodrigo Muller, gerente geral de engenharia da Living São Paulo. Vale lembrar também que prédios mais altos exigem mais armações e a quantidade de armação influi diretamente no ritmo do assentamento dos blocos.

De acordo com Luiz Sérgio Franco, diretor técnico da Arco – Assessoria em Racionalização Construtiva, toda a equipe de projeto, incluindo a incorporação, deve estar conectada com o processo de produção do produto. “Não há como projetar se não soubermos como os elementos pré-moldados, por exemplo, serão produzidos, em qual local do canteiro, quais serão os prazos, os volumes, as técnicas usadas e os equipamentos necessários dentro da obra para sua execução”, explica o projetista, lembrando que para garantir a produtividade do sistema é preciso eliminar qualquer tipo de improvisação em obra.

Aspectos “macro”, como, por exemplo, a definição dos locais de estoque, armazenamento e estudo do fluxo dos principais materiais, devem ser planejados em conjunto com a definição das ferramentas e equipamentos que serão usados na etapa construtiva. “Se a obra não contar com equipamentos de transporte capazes de atender e abastecer adequadamente os pedreiros com blocos e argamassa, a produtividade pode cair e ninguém perceber, porque os operários acabam ‘ajustando’ seu ritmo ao recebimento de materiais – ou ficam simplesmente esperando”, explica Franco.

Pré-fabricação

Ainda na fase de projeto, é possível prever a utilização de diversas peças pré-moldadas (como lajes, pré-lajes e escadas) que podem minimizar o tempo gasto na etapa de execução da alvenaria estrutural. O uso dos pré-moldados, no entanto, exige a presença de equipamentos de transporte vertical para levá-los até o local de instalação, que deve ser corretamente dimensionado para atender às necessidades da obra.

Elemento fundamental para garantir o fluxo de materiais em obra, as escadas devem estar prontas na obra no momento exato de serem instaladas. Para evitar atrasos nessa etapa, a Living Construtora optou por moldar esses elementos no próprio canteiro.
“Já usamos escadas pré-fabricadas, mas hoje particularmente prefiro moldá-las no canteiro. Se ficarmos na mão do fornecedor, às vezes é preciso executar escadas provisórias para não deixarmos serviços para trás, e isso exige soluções improvisadas, que não foram pensadas nem orçadas previamente”, explica Muller, da Living São Paulo.

Para agilizar ainda mais a execução, o mercado oferece uma série de componentes e elementos que auxiliam a produtividade final, como o sistema de polietileno reticulado (PEX) para instalação hidráulica, sistemas de caixas de luz colocados com serra copo e parafusados e a possibilidade de projeção da argamassa em revestimentos, dentre outros. Outro item comum nesse tipo de obra são os kits hidráulicos. “Temos uma central de produção de kits hidráulicos que contribuiu para uniformizar e industrializar esses processos, assim, evitamos ao máximo adaptações no local de aplicação e ganhamos mais velocidade e qualidade na execução”, conta Gustavo Gagliardi, gerente geral de obra da Cury. Já a Living opta por adquirir os kits hidráulicos prontos, fornecidos por empresas montadoras.

O uso de blocos paletizados também garante um ganho de velocidade significativo na descarga e abastecimento do andar, reduzindo o número de operários envolvidos nessa tarefa e otimizando a logística em obra. “Já o uso de blocos especiais, como os hidráulicos, não é recomendável. Esses blocos são feitos por uma única empresa e são padronizados, mas cada obra tem seu banheiro. O ideal é trabalhar com meio-bloco, blocos inteiros, canaletas e com kits hidráulicos”, reforça Carlos Alberto Tauil, consultor técnico da BlocoBrasil.

Plano de ataque

O aumento na produtividade depende diretamente de um planejamento geral da obra. O chamado plano de ataque deve estudar as etapas, recursos e equipamentos necessários, as interferências entre os vários serviços, o nivelamento e melhor aproveitamento da mão de obra. “Tudo isso tem que estar ligado ao próprio cronograma e ao planejamento de contratação da obra”, observa Franco.

Segundo Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, diretor da Produtime Gestão e Tecnologia, com um microplanejamento bem elaborado em mãos, é possível deslocar equipes para trabalhar em um apartamento por uma quantidade determinada de dias e alocar todo o material necessário próximo ao serviço.

A análise de como será feita a movimentação vertical e horizontal dos materiais é fundamental para evitar desabastecimentos nas frentes de trabalho. “Uma ferramenta muito interessante neste planejamento são as linhas de balanço nas quais procuramos ajustar os recursos de cada atividade para que todas tenham o mesmo ritmo de andamento. Mas vale lembrar que os elementos pré-moldados requerem uma atenção especial, com planejamento próprio, normalmente antecipado em relação às outras atividades”, completa Arnoldo Wendler, diretor da Wendler Projetos.

Graute e argamassas

O uso de argamassas industrializadas e graute usinado também é prática comum nas grandes construtoras especializadas nesse tipo de construção. “Nas torres altas, usamos graute usinado para ganhar mais velocidade nessa etapa. Para o assentamento, usamos argamassa ensacada que nos permite abastecer os andares de forma paletizada. O preparo é feito com misturador de eixo horizontal”, lembra Gagliardi.

Outra alternativa para incrementar a produtividade dessas etapas é o bombeamento do graute, mas é preciso analisar com cuidado a relação entre custo e benefício desse sistema. “Fizemos alguns estudos em torres altas, com volumes consideráveis de graute. Porém, a solução se demonstrou inviável financeiramente devido ao alto custo dos equipamentos e, principalmente, do graute, que deve ser mais fluido”, conta o engenheiro da Cury.

Já a Living apostou na solução. “Compramos o graute aditivado, que é descarregado no andar via bomba. Mas essa opção só é interessante se tivermos grandes volumes que justifiquem o investimento”, conta Muller, lembrando que essa atividade apresentava muitos problemas em obra.

Equipe selecionada

Para racionalizar a obra das cinco torres residenciais de 16 pavimentos cada do empreendimento Premium Residence, os projetos de paginação da alvenaria estrutural foram fornecidos com detalhamentos e dimensionamento das lajes pré-fabricadas, e a mão de obra foi treinada para executar os serviços de acordo com as indicações desses documentos. A Jacitara Construções, responsável pela obra, também realizou o acompanhamento da produtividade alcançada pelos trabalhadores logo nos primeiros pavimentos executados. De acordo com Malcon Vivanco de Campos, coordenador de engenharia da Jacitara, a intenção era selecionar os profissionais mais capacitados para formar as equipes de execução da estrutura de cada torre. “Conseguimos uma equipe que executou um pavimento de 1.250 m² em oito dias”, observa o engenheiro.

O uso de lajes pré-fabricadas, instaladas na obra com mão de obra da própria construtora, otimizou o tempo de montagem e barateou o custo, segundo Campos. O ciclo de montagem das lajes e a etapa de solidarização entre esses elementos foram reduzidos para dois dias.

Ao todo, o ciclo médio de execução da alvenaria e das lajes dos pavimentos-tipo foi de dez dias.

Com as torres sendo executadas ao mesmo tempo em um terreno de 13 mil m², a movimentação de pessoas e materiais no canteiro se tornou um dos maiores desafios do empreendimento.

Para superá-lo, a empresa apostou em um estudo de logística feito seis meses antes do início da obra. “Foram feitos projetos de estocagem de materiais para que tivéssemos blocos de concreto paletizados e de lajes pré-fabricadas em cada pavimento em execução nas cinco torres. A cada início de pavimento o estoque era renovado”, observa.

A obra também conta com duas gruas de 50 m de lança com capacidade de 3 t na ponta. No decorrer da execução, conforme a alvenaria das torres era finalizada, parte dos setores periféricos do canteiro que serviam de área de estoque dava lugar a estruturas de concreto armado. “Porém, 50% da área de laje não pode ser executada, já que havia um único acesso de entrada e saída de materiais. Neste trecho foram adotadas estruturas préfabricadas de concreto para agilizar a execução e finalização da obra”, conta o engenheiro. Também visando à otimização de processo e ao aumento na produtividade, as instalações hidráulicas de água fria e água quente empregaram sistema PEX, reduzindo o desperdício de materiais e o tempo de execução, segundo a construtora.

A matéria completa pode ser acessada aqui.

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